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quarta-feira, 31 de março de 2010

É ELA NOVAMENTE


Ela quer chamar minha atenção. Pede involuntariamente para eu prestar atenção nela, demostra fragilmente como ela está pronta (para mim?! Para qualquer um?!). Desesperadamente ela tenta me tocar. Algo soprou para ela que estou me distanciando. Percebera enfim que tomei um rumo. Desespera por sentir que rumo para longe dela.

Acho que sem saber consegui o que queria. Sentia-me assim - feito ela - a um tempo atrás. Mas, no ponto que estou, não sei se é bom, nem bem, ir ao encontro dela. Porém, punjame suavimente a possibilidade de descartar uma oportunidade.

Sem saber, colocou em mim o privilégio da dúvida.

Supostamente eu sei o que ela quer. E ela, saberá o que quer? Pergunto-me, qual é o papel que devo desenpenhar? Voltar? Seguir? Qual é a dor menor?

Sem saber, troquei de lugar com a dúvida.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Na Linha do Tempo


Um ano de amadurecimento. Nunca pensei que pudesse mudar tanto em um ano, mudar ao ponto de ter a certeza de que antes não era a mesma pessoa que agora. Um ano de batalha. Nunca pensei que pudesse levar uma nova idéia tão à sério que não conseguisse, no agora, viver sem ela. Um ano de conquistas. É até difícil, imaginar sem essas mudanças, sem essas claras idéias que me fazem ser um ser diferente do que fui; um ser mais feliz; um ser com mais paz.
Já é tradicional postar, perto do novo ano, um texto sobre o ano que passou. Talvez, aproveitando um ímpeto comum, em todos, nessa época. E, só por ser algo comum a todos, ou quase todos, já vale a pena ser repetido - tanto que lutamos pela igualdade, é necessário, quando chances houver, colocarmos ela em prática.
O trabalho. Tirando o lado maligno do trabalho, representado pelo temido sistema que nos rege - que nos é interior, que nos alimenta e é por nós alimentado, criticado por muitos -, o trabalho é um exercício de conhecimento. É oportunidade de se tornar mais sociável, promover a auto-tolerância e a urbanidade, por em prova nossa moralidade, aprender a exercitar o poder - sem deixar ele nos corroer. Trabalhar é dignificar, no momento que enxergamos no nosso trabalho um fim social e no nosso relacionamento com o trabalho um fim moral, humano e digno. Mas do que o salário no fim do mês, a retribuição do trabalho é o esforço que traz a internalização de nossas obrigações, do respeito, da cordialidade e do coleguismo com nossos parceiros de profissão... O homem profissional, diferente do homem afetivo, diferente do homem recreativo é um homem que tem dentro de si suas obrigações...
Limites. A gente nasce para aprender limites. Pelo menos, as gentes como eu: livres de mais; que não enxergam obstáculos intransponíveis; que vive querendo voar e que voa querendo viver. Limites, para gentes como a gente, é um árduo aprendizado. Se a falta não os põe, o excesso encarrega de exteriorizá-los. Tenho que ser sincero: não gosto de limites. Mas, são necessários.
A sinceridade, falar dela me lembrou do quanto perdemos por não sermos mais sinceros. Não que seja uma atitude absoluta, que não mereça - limites -, mas deveria ser mais valorizada em nossa forma de viver atual. Das milhares de coisas maravilhosas que aprendi esse ano, dos tantos momentos únicos e inesquecíveis, dos companheiros e companheiras novos, antigos, recentes, dos que se afastaram, dos que se reaproximaram, nada é tão valioso quanto o poder do querer. Coisas maravilhosas acontecem quando mudamos para uma atitude ativa: coisas acontecem quando saímos da inércia.
Aprender a dar valor às coisas que você gosta. Pô cara, muitas coisas são difíceis de enfrentar, mas, se realmente nos faz bem, covardes seríamos se não enfrentássemos qualquer obstáculo por elas. Viver é mais fácil do que pintam... E, mais difícil do que sonham.
No fim, irei falar do meio, algo que alguém me disse, e talvez seja a coisa mais importante que ouvi esse ano. Aprender a cortejar o equilíbrio - parafraseando o Renato que encontrava o equilíbrio cortejando a insanidade - tem de ser um exercício constante. Não sei como você vai encontrar o seu equilíbrio, mas é fundamental encontrá-lo. O termo do meio - a equidade de Aristóteles... Talvez, em dadas situações, a melhor saída seja o caminho do meio...
Abraço para todos e que venha 2010!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

DO MENINO QUE FUI



De uma fronte que saltava aos olhos, magricela - o que induzia a velocidade -, esperto, bem miúdo – pés pequenos -, grandes olhos – verdes olhos -, meio que assustado, sonhando. Sonhando...
Não sei de quem peguei o respeito, mas novo como era – a cabeça a se formar - o respeito que tomara, tomou-me. Envolvido pelo respeito eu cresci. Mas, em mim, cercado pelo respeito, aumentava uma chama, uma lança de enfrentamento. Um calor me perturbava, e esse calor perguntava. Perguntava...
Eu via o que só eu via, talvez por isso o que só eu via, somente eu entendia. Às vezes, via à mais, por outras, de menos eu via. Via grandes florestas, onde só mato havia. Via a perfeição dos contos de fadas, onde o caos reinava. E, acreditava no que eu via – ou achava que via. Acreditava...
Uns diziam que era ladino, outras que era lindo, mas o adjetivo que mais me intrigava, era quando minha avó, do canto do olho me olhava, encabulada deflagrava: esse menino, ah! Como é surdino...!Para ela, eu jogava a pedra e escondia a mão. Dependendo da ótica, uma deslealdade ou um meio eficaz de defesa e adaptação. Adaptação...
Mainha sempre insistia para o estudo. Eu sempre reclamava: queta mainha, pra que tanto estudo?Ela, eu tenho que agradecer. O sentido da minha vida foi plantado nesses dias. O conhecer. O conhecer...
A infância é o maior tesouro que eu trago em mim. Meus valores – os maiores. Dos meus amigos – os melhores! Dos sonhos, os mais doces. Os mais doces...

sábado, 28 de novembro de 2009

Hipnose


Sinto as luzes estimularem meus olhos, que fixos deslizam sem enxergar absolutamente nada. O pensamento, cavalo veloz, ganha asas e galopeia pelos planos transpostos nestas três dimensões do espaço. Agora, sou mil, mil e um soldados protegendo um único ideal: o ideal de ser um indivíduo.
Quanta amargura por não andar de mãos dadas. A vida é um estrada que faz andarmos por horizontes distantes. Se, nós nos esforçássemos mais em procurar objetos que estejam a altura de nossos olhos, sorriríamos mais conquistas e lamentaríamos menos com as dificuldades.
O pássaro sobe. Aumenta a altitude em cada batida de assas. Agora, está distante de qualquer olhar, mas ainda está sobre o mar, composto que reflete um azul. Agora ele está livre, mas algo que não depende de sua vontade faz-lo mergulhar no abismo rarefeito, acelerado pela gravidade vê o mar crescer sobre seus olhos.
Como o pássaro, sinto-me agora. Inseguro e assustado. A luz no fim do túnel mais parece uma locomotiva se aproximando. Sufoca-me como se uma corda enlaçasse meu pescoço. Um nervosismo inocente me desloca para um lugarejo que anula minha razão. Um estalo. Um choque de correntes estridente me traz a realidade e vejo as horas galoparem, como o meu pensamento; o peito me aperta. Os ponteiros não param de girar. Vejo que já não é hora de escrever. Deixo a caneta sobre o papel e não tenho tempo de reler o que eu vi.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Olhe para ele...

Como ele foi ingênuo. Tudo que falava à ele, ele acreditava. Aliás, não! – Nem tudo. Ele – lembro bem – nunca aceitava elogios, dizia: - elogios estragam as pessoas, mas é bom ouvir - e sorria. Ah! Como ele sofreu por essa ingenuidade.
Lembro quando ele deixou de sair à noite, para a pracinha da cidade, porque lhe diziam – ou ele acreditou enxergar nos olhos alheios - que não era a altura do lugar. Ele acreditou, quando disseram para ele, que ele era feio e sem graça. Os elogios da família e de uma garota não bastavam. Pobre lindo garoto ingênuo, perdeu seu desabrochar por covardia.
E, - quando lhe disseram - que ele não era brilhante, que sua criatividade era medíocre e que as letras não combinavam com seus textos,  ele acreditou. E passou a só a ver ignorâncias suas – passou a cometer muitas brutalidades por acreditar ser limitado. Quanta ignorância por ingenuidade, se, ao menos, tivesse um pouco mais de experiência e percebesse o mundo a sua volta com mais segurança.
Ele conseguiu acreditar, por pura ingenuidade, que ela não o amava. Queria-a, mas não pode com seu lado estúpido que gritava, feito louco – ela não quer você, ela não quer você! – um ingênuo louco, só lhe sobrou as poesias e por fracas que eram o tempo o transformou em um poeta morto. Morto e ingênuo. A ingenuidade ele não perdeu.
Como ele foi ingênuo. Tudo, que falava a ele, ele acreditava... Tsc, tsc, tsc...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Sem-mestre


Um dia a gente percebe que esta no início de um recomeço. Teoricamente um recomeço de per si já é um início, não discordo de tal pensamento, apenas pontuo que nem sempre iniciar o recomeço implica em realmente recomeçar. Para construir um recomeço há a necessidade de ir além do re-iniciar. Para ser um recomeço, além de indícios de um re-iniciar, há de ter um querer qualificado pela vontade de mudar.
Ultimamente tenho notado e sofrido com algumas atitudes cíclicas prejudiciais. Atitudes interligadas por erros de concepção da realidade e por atitudes divergentes de minha natureza substancial. Difícil pra mim explicar essa natureza, pois só a sinto. Já, os erros de concepção de realidade são cognitivamente percebidos: faço, erro, sofro, não agüento mais errar/sofrer, logo mudo. É chegado o tempo de iniciar a mudança de algumas dessas atitudes que destoa dos meus objetivos existenciais.
Primeiro veio a compreensão da atitude a ser mudada, no meu caso, veio de uma forma violenta, como se pela primeira vez eu tivesse dado conta de uma aberração que vivia dentro de mim. O primeiro sentimento foi de náusea, de vergonha de si próprio... Foi quase como uma revelação do inconsciente de algo que sempre esteve presente, porém nunca fora dada a atenção devida, talvez justamente para que não sofresse por antecipação. Veja, se agora - compreendido -, tão pouco posso fazer, que seria possível sem algum acúmulo? A compreensão não vem de graça, não é revelação, se não na forma em que se apresenta a surpresa de tal obviedade dentro do nosso consciente. De uma hora pra outra: cabum!  -"Mas como eu nunca tinha percebido isso?" Porém, não é categoricamente uma revelação, não havíamos percebido por que ainda não detínhamos o conjunto de experiências necessárias para a sua clara compreensão. O impacto violento faz parecer algo sobre-humano, porém é o mais natural dos atos humanos: se conhecer. Mas só saber não basta.
Logo, muito depois da compreensão, vem a prática. Não há mérito em saber e não agir. Será uma compreensão estérea. A beleza está na frutificação do auto-conhecimento, acontecida no momento da ação. E, o recomeço é agir diferente, pois continuar a repetir ações inquinadas de um vício negativo é dar prosseguimento a incompreensão. Recomeçar trás em si intrinsecamente a idéia da mudança. Mudar não é fácil, não é a regra, não é inicialmente prazeroso, porém, sem sombra de dúvidas, é extremamente necessário. E, tudo começa no momento que aceitamos a capacidade de mudar/recomeçar.
Depois desses estágios, ao passar por esses degraus, eu me sinto assim: quase abraçando o tempo, vislumbrando milhões de possibilidades, me instigando a prudentemente andar nesse tempo do possível. Do lado esquerdo sempre caminha o amigo medo, mas já deixei de atribuir a tomada de decisões a ele há algum tempo. É sim, tenho certeza que é um recomeço. É início de semestre!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

BRF-ASA Homenagem


Está é uma homenagem. Escrevo para homenagear dois amigos - ou melhor - eu disse amigos? Dois irmãos - calma, eu disse irmãos? - Dois anjos com personalidades singularmente intrigantes, imbricadas, intransponíveis, inigualáveis e inteiramente únicas. Falar deles sem sobressair uma lembrança embevecida de saudade é quase impossível, pensar nessas duas figuras é remontar em pensamento e em espírito a um tempo bom, um tempo suave, agradável e digno - pelo sentimento que comporta - de perfeição. - Dizer que eu adoro esses caras é chover no molhado. Porém, os seus jeitos divertidos e criativos não encantam só a mim, - mas a todos que podem ter a honra de contemplá-los. Contudo, além da admiração existe o respeito, o amor e as estórias que ligam essas nossas três vidas. Quando estamos juntos - e livres para sermos nós três -, sinto como se a felicidade fosse realmente possível, como se o que realmente importasse, naqueles instantes, fosse sermos realmente felizes...

E, as risadas? Quantas risadas!... - Não é verdade? - Já conheci muita gente engraçada, gente com senso de humor interessantíssimo, mas "besta" igual a gente eu nunca vi, "besta" igual a vocês, meus dois amigos, não existe! Existem os "doidos" que co-ajudam no show de vocês - no nosso show - ; mas "besta" mesmo, só a gente...
"Doido" é engraçado, porque faz coisas inesperáveis, mas "besta" só a gente que cria coisas inesperadas. Sou bastante feliz por conhecer vocês - desde o tempo do gorete e do cocete - das palhaçadas na sala de aula, das gravações de nossas resenhas, do tempo da Gameleira e da pimenta no Babalú . Agrada bastante a companhia de vocês, seja nas festas, nos babas, nas gincanas, nas viagens, no céu... - Ôh! No céu não, viajei aqui.
Pode parecer infantil essa homenagem, mas vocês, meus nobres amados amigos de verdade, fazem parte - e são a parte principal - da melhor parte da minha vida -; vocês completam uma parte necessária, uma parte insubstituível, uma parte inexplicável de mim... São partes do meu mais valioso tesouro: minhas sinceras amizades. Pena que nem sempre estamos próximos, e sabe como é: a distância nunca é plena, mas mata a alma e envenena! Ou quase isso... Vocês são incríveis, e eu sempre sonhei ser igual a vocês. Como é impossível, sonho em estar sempre próximo dos dois!
é impossível não sorrir - nem não se emocionar -, quando me lembro de vocês!



sábado, 4 de julho de 2009

Salva-dor


Percebo um sentimento diferente quando sinto esses ares. É particularmente agradável estar aqui em Salvador, ter comigo esse quê de esconderijo, essa parte de mim tão íntima em meio a essa imensidão. Aqui eu sou mais aquele ser que a gente só é na intimidade. O peso das máscaras desaparece, o campo minado das relações passadas se transformam em um horizonte plano, onde posso correr, sentar, apreciar a paisagem, em fim aqui tenho mais liberdade!
Não, que eu não goste de minha cidade, do meu interior, interior que sempre muda, que dinamicamente se transforma, normalmente, porém não deixa de meu ser, não some seus estigmas, não desaparecem suas figuras fortes, pilares de uma personalidade em formação. E, assim sendo, é sempre difícil enfrentar tais padrões em pleno clima de reforma. É, estou em clima de reforma, procurando dentre os destroços algo para aproveitar, olhando para os exemplos tentando me inspirar, disposto a errar e colher acertos dos erros que virão.
E aqui em Salvador errar é mais fácil, não tenho, ainda, a pressão de sempre acertar. Talvez, isto seja o que de mais valioso aprendi, nesses últimos tempos: a vida não é um contínuo de acertos, mas sim a dinâmica do acertar e errar, tendo ambos o mesmo peso se soubermos aprender com os erros e acertos. Na vida, errar não é um ato nulo, diferente do que nossos professores, involuntariamente talvez, nos ensinam em suas avaliações. Aqui, nesses ares, o erro é aceitável. Lá, no colo de meu afeto, no trono de minha imagem mais idealizada, um erro causa muita dor, não só em mim.
Aqui no litoral a umidade faz fluir os sentimentos, olhando para o ar percebo suas diferenças, posso distingui-los, me ajuda a entendê-los. Eu adoro esse lugar, meu peito infla, minha áurea se torna mais livre. Um perigo, um delicioso perigo!
Gosto de me sentir assim, gosto tanto que conto para vocês aqui...

sábado, 13 de junho de 2009

Em um feriado...



Feriado do dia 11 de junho, dia de finados, seguido do dia dos namorados, 12 de junho, e dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, dia 13 desse mesmo mês. Essas datas cumuladas formaram um fim de semana especial. Especial em reflexões. O feriado abriu um leque de possibilidades para atuação, pois sobrou tempo, porém a forma de atuação depende da circunstancia pessoal de cada um. Alguns aproveitaram para passar horas refletindo no que dar de presente para a pessoa querida na data especial, pois, devido ao corre-corre do dia-dia, sobrou apenas a véspera, quando não o próprio dia, para pensar numa lembrança. Outros organizaram as contas, alguns as desorganizaram ainda mais, com gastos superficiais; houve quem colocou o estudo em dia, e também aqueles que jogaram os livros pra cima, e preferiram iniciar o fim de semana numa mesa de bar, ou até, em uma viajem rápida e, para muitos, romântica.
O certo é que o fim de semana, particularmente, me fez pensar. O dia de finados me lembrou a multidão de vítimas mortais do nosso dinâmico sistema de vida. Vítimas de acidentes, como as do misterioso vôo 447; vítimas da guerra do tráfico, aliás, vítimas da ausência de nosso Estado; vítimas da violência somada a nossa falta de vontade em aprender; vítimas da impunidade; vítima da falta de justiça; vítimas da falta de amor. Enfim, no dia de finados, lembrei daqueles que se foram, quando poderiam, de alguma forma, estar aqui ainda.
E, para quebrar esse clima mórbido, e desolador, esse sentimento de impotência e de desconhecimento de nossa natureza humana, veio o dia dos namorados e, curiosamente, martelaram sobre minha cabeça pensamentos relacionados a esse misterioso gostar dos dias de hoje. Não podemos, nem de perto, considerar que pensamentos sangrentos e frios, como o das vítimas do dia de finado, guardem relação àqueles relacionado à confusão que se tornou a compreensão dos relacionamentos de hoje em dia. Podemos? Vejamos: namorar, ficar, flertar, queixar, choriçar, tudo hoje é mais sutil e engendrado que a antiga tríade da afetividade de outrora: namorar, noivar e casar. E, justamente, o dia doze de junho, comemora-se o dia do enamoramento, o dia dos namorados, e namorar tem todas as suas peculiaridades que distinguem do noivado e do casamento, como Artur da Távola brilhantemente um dia nos apontou. A fase do namoro era antigamente a fase mais apaixonante, mais livre e mais cheia de pequenas "loucuras" de amor. Porém, hoje a coisa muda um pouco, assumir um namoro hoje em dia é prestar um contrato de confiança que poucos têm a coragem de assinar. Mais uma vez, o pensamento que começara um pouco mais colorido se esvai, pensei novamente nas vítimas, aquelas que ficam excluídas desse imbricado e arriscado contrato de confiança dos dias de hoje, sem garantias, sobra insegurança. Sem garantia de onde estaremos amanhã; sem garantia de que podermos ir para onde for o nosso afeto, afinal essa é a definição mais simples da palavra companheiro; sem garantia de que podemos dar segurança a nosso amor, não há namoro. Mais uma vez me encontrei perplexo, perplexo por aqueles que não puderam presentear ou serem presenteados nesse dia 12, não por falta de condições financeiras, mas por não ter confiança o bastante para poder se permitir namorar!
No dia de Santo Antônio, vem toda aquela reflexão sobre o casamento hoje em dia. De sua desvirtuação; homens e mulheres querem cada vez menos se unir por um laço formalmente matrimonial, no entanto os homoafetivos lutam muitas vezes no silêncio, algumas outras em barulhentas paradas, pelo direito de casarem. A crise do casamento é uma crise de afeto. Quinze casamentos em 25 anos de vida. Acho que li uma notícia similar de alguma estrela da TV. Elas e eles, tentam... tentam... tentam, mas não conseguem. Não conseguem manter por todos os anos o sentimento incendiado das primeiras horas. Simplesmente porque se esquecem, ou não sabem que o amor não vem pronto, e, pelo contrário, ele deve ser construído. Mas, em vez de por mãos à obra, ficamos esperando que algum empresário empreenda o amor e o venda enlatado, garantido todas as informações necessárias quanto ao modo de uso, data de validade, e que traga no rótulo todas as instruções ao consumidor.
Meus iguais, é passada a hora de percebermos que alimentamos um mundo vazio, justamente porque nos propomos muito pouco a refletir que rumo queremos dar a ele. Para não termos mais problemas ligamos o piloto automático. Justamente por isso, o nosso mundo é essa realidade artificial e automática! Por este motivo, tantas vítimas. Quando, cada um de nós, assumir a responsabilidade pelo mundo que temos, desligarmos o piloto-automático, quem sabe assim teremos um mundo mais humano.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

QUE MARAVILHOSO ABSURDO

Inprevisivelmente uma notícia surpreende o mundo. É como algo insonhável fosse paradoxalmente aquilo que, muitas vezes de uma forma imperceptível, todos queriam ouvir. E, como qualquer novidade deste quilate, abalou toda a sociedade mundial. Se, não tivesse acontecido duvidaria até de mim nessas linhas. Mas aconteceu. E o impressionante foi a rapidez como tudo se fez e como facilmente se tornou conhecida em todo o mundo, claro devemos muito, neste particular, as nossa elevadíssima tecnologia na área da telecomunicação, como também, não poderíamos olvidar, o grande interesse que essa notícia arrebatadora despertou na grande mídia. Um fato tão impensável, tão temível e tão inesperado não podia passar sem a devida atenção dos holofotes.
E, agora fico aqui a imaginar... Meu Deus como pode isso acontecer, justamente naquele momento, com aquelas pessoas, como? A mídia não falou...


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O GRITO




Animalizado pelo extinto extremo, o homem gritou. Seu protesto falado, mais parecido um uivo, foi longo e estridente. Num momento as artérias, de sua garganta, ficaram mais caudalosas, e as veias mais protuberantes, seu rosto foi transmudando para um vermelho aguado. Talvez até mesmo seus vasos sanguíneos gritassem naquele momento.
Dor? Desabafo? Insanidade incontrolável? Não sei. Só sei que o homem gritou. E o grito, que durou alguns segundos, reverberou por mais tempo pelo ambiente, vibravam as paredes azuis e as plantas ornamentais. O grito não passara com o cessar dos estímulos fisiológicos. Aquela mistura de sons que saia de sua boca e nariz, todavia mais parecia avançar de cada célula de seu corpo, ecoou pelo silêncio instantâneo que o sopro quente deixou. Ecoava pra fora e pra dentro de si. Agora os olhos, que perderam o foco no instante de ira, começaram a reconhecer as imagens da paisagem ao seu redor, foi o primeiro sinal de que o grito havia passado. A sua face, paulatinamente, foi tomando sua coloração normal, as veias e artérias aquietaram-se debaixo de sua pele, a boca, já fechada, engole a seco um volume de saliva. A raiva passara e o homem sentou.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo

Mais um ano se encerra, o momento é de reflexão. "É hora de olhar para trás e analisarmos o que aprendemos no ano que se passa", - além de percebermos se vimos cumprindo o que foi aprendido no acúmulo de nossa jornada. É também, momento de olhar para frente, de definir metas e delinear planos, é uma época única de renovação, e não podemos deixa-la escapar, nem pelo rancor, nem pelo pessimismo - podador de nossos sonhos.
Eu aprendi muito no ano que passou. Aprendi que uma lição não se aprende completamente antes de ser colocada à prova; aprendi que certas coisas dependem de força de vontade para acontecer. E, aprendi a me dar por vencido, quando a angustia de derrotas seriadas, apontam para um momento de tranqüilidade. Aprendi que somente doar amor não basta para que esse amor seja infinito, é preciso doar de coração aberto, sem desejar, nem muito menos exigir, nada em troca. Aprendi que fazer mal a você não prejudica somente seus interesses; notei que o autoflagelo não sabe para onde está nos levando, "já o sacrifício na luta pelos nossos objetivos, é uma luz que clareia nosso caminho e nos faz entender a vida de uma forma mais lúcida". Eu aprendi ainda, nesse ano, que tudo tem o seu tempo, e às vezes o tempo chama por nós de uma forma apressada, mas necessária, e outras vezes ele nos alerta que estamos nos precipitando desnecessariamente. Aprendi que hoje vale mais olhar para trás, e repensar o futuro do que sair correndo por ai querendo abraçá-lo, sem nem saber, se ele realmente nos pertence.
Hoje sei, vale mais enfrentar os medos e se ferir do que se ferir com o medo das perdas. É uma nova época, para um homem novo, que agora nasce.
- E o seu aprendizado, já refletiu sobre ele? As promessas, a prática do aprendizado do ano anterior foi colocado em prática? - As minhas não.
Continuo errando, pelos mesmos erros de antigamente, porém hoje sou consciente desse meu erro cíclico, de reviver erros passados, e prometo me esforçar para mudar, começando mudando esse final.
Com essa introdução, que eu escreva a minha história nesse ano de 2009, com muitos "fatos, pensamentos e poesias"...

FELIZ 2009!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Claro que não!


O amargo da água ardente não se compara com o gosto cinzento que marca agora minha garganta. Esse “ter de ficar quieto”, essa força que tem me faz concordar com o rumo que as coisas tomaram, esse sentimento que obriga a amar mesmo dilacerado o peito, mesmo contorcendo de dor. O que faz tanto amor e tanta esperança se transformar em dor e em desilusão? O que faz a saída se tornar a única via, mesmo você tendo tantas forças pra lutar?
Mas, de novo não é hora pra lamentar, é sempre o dia do recomeço e nem um segundo é tão valioso quanto esse que acaba de passar!
Já vi mundos maiores decaindo e deles muitos melhores nascidos. Mira pra frente e pro alto, e mesmo mentindo, dizer que valeu a pena essa viagem!

terça-feira, 29 de abril de 2008

EU QUERO FALAR




EU QUERO FALAR


O principio constitucional da ampla defesa é um direito fundamental humano. Avanços tecnológicos e catástrofes sociais são variáveis que influenciam diretamente a proteção desses direitos. O advogado tem papel inafastável na concretização do direito fundamental da ampla defesa.
O principio constitucional inserido no artigo 5º, LV, da Constituição Federal Brasileira descreve um direito inerente à qualidade de pessoa, que não pode ser privado nem ao pior dos criminosos. Estou falando do principio constitucional da ampla defesa. A ninguém é exigido, ou imposta a renúncia da sua defesa. A defesa é um pressuposto essencial à idéia de justiça.
Graças a Hegel e sua dialética um mínimo de eqüidade e justeza na procura da verdade necessita de uma tese, uma antítese, para se ter então uma síntese, substrato dessa verdade pretendida. A antítese num processo jurídico seria garantida pela defesa. Mas não basta que haja qualquer defesa, a defesa tem de ser válida, o que pressupõe capacidade de influência na decisão. Não se pode ter um resultado obtido por pré-julgamento, somente nessa hipótese se dispensaria a defesa, o que é incabível. Ora, se a defesa não tem capacidade de influir na decisão final logo essa defesa não é válida, não é ampla. A ampla defesa permite que as partes e suas verdades lutem em pé de igualdade. Afinal, como dizia Nietzsche a verdade é relativa, entendida como sendo uma preposição propalada por um emissor e aceita como verdadeira por um receptor.
A ampla defesa era dispensada nos tempos anímicos em que o homem julgava de acordo com o seu bel prazer, sem se importar com verdades, com direitos ou com as conseqüências dessas sentenças. Nessa forma, muitas e muitos inocentes foram queimados, cabeças foram degoladas e outros tantos apedrejados.
Hoje em dia, o mínimo de respeito à qualidade do ser humano em um processo de conhecimento de determinado fato, prescinde a ampla defesa como substância essencial de tal processo.
O advogado tem papel essencial na efetivação da justiça. Ecoa tão uníssono esse pensamento que há previsão Constitucional nesse sentido (art. 133). O advogado de defesa, muitas vezes visto como o “advogado do Diabo” é, pelo que foi arrolado acima, figura indispensável para a efetivação da justiça. Ouso afirmar que se houver um processo Divino o “advogado do Diabo” terá seu lugar garantido, como pressuposto de Justiça. Os processos em que a verdade é proclamada sem chances de defesa, é no mínimo um processo covarde.
O advogado além de ter direito a defender a sua verdade, terá de oferecer uma verdade convincente, pois a defesa tem de ser ampla. Até mesmo o pior dos crimes tem de observar o direito fundamental à ampla defesa, para que possa por meios minimamente justos ser obtida uma decisão satisfatória.
O advogado figura como ser competente para fornecer a pessoa acusada, que necessita de defesa técnica e capaz, a ampla defesa, podendo assim influenciar a decisão judicial.
Logo, a menos que queiramos voltar aos tempos da barbárie, temos que admitir a presença dos profissionais que animados pelo lucro, convicções ideológicas ou pessoais, figuram como peças essenciais à construção da Justiça. Portanto, amigos e amigas, não mais queimaremos como Judas, que, aliás, nunca teve ampla defesa, os advogados que defendem as suzane ristofes ou os alexandres nardones que possam surgir por ai.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007


Estamos a pouco menos de um mês para o início do ano de 2008, pouco mais de um mês para meu vigésimo primeiro aniversário, e o que contar de novo nesse ano que começa a se definir??

Um ano pode ser definido sobre muitos aspectos, um homem pode ser entendido sobre diversos pontos de vista, e esse texto é, acima de tudo, uma reflexão sobre mim.

No entanto, não posso definir um ano que caminha para sua definição, posso dizer do processo, do caminhar...que foi muito gratificante, no que tange os aprendizados que as cicatrizes me trouxeram.

Nesses tempos não vejo ninguém falar do Sol, que continuou a brilhar, da Lua, que até agora, vem completando seu ciclo com presteza meticulosa, não diz nada das águas que incansavelmente percorre suas fases gerando equilíbrio, proporcionando a vida.

Eu posso incorrer no mesmo erro, tento lembrar o que de marcante aconteceu em minha vida nesse sexto ano do século XXI, e me esqueço das coisas sublimes que sempre me acompanham. Amenizarei os meus erros falando da família, que está sempre presente nos bons e maus momentos, que é fonte e finalidade do meu amor, que não me deixa desanimar, que me protege e me estimula a prosseguir apesar dos pesares. Não posso de igual maneira esquecer os amigos, extensão direta do meu ser, não posso tentar me definir sem reportar aos bons companheiros de sempre, seres que me ajudam no aprendizado ininterrompível, que me norteiam quando pareço perdido, que me aturam, quando nem mais eu me agüento, que têm as palavras certas para cada ocasião.

Nesse ano eu aprendi, logo cedo, que certas coisas não podemos deixar para o amanhã. Aprendi que não adianta ser apressado, e não ouvi a razão antes de tomar decisões, aprendi, sobretudo, a pensar antes de falar. Aprendi que todos podem nos decepcionar, todos! Aprendi que temos que ser sempre sinceros, conosco e com o próximo, para evitar desapontamentos por erros inocentes. Aprendi a não desistir de algo que temos a certeza de que iremos nos arrepender no futuro. Aprendi a diferenciar idades, não somos escravo do tempo, mas ele deixa regras mínimas que temos que seguir. Aprendi que nem sempre os outros escolhem o melhor pra si, e não cabe a nós questionar as suas escolhas, afinal são escolhas, e junto, aprendi que nem sempre o que é bom pra nós também é bom para eles. Aprendi a me centralizar com certas coisas sem questionamentos que desenrolados levaria a lugar algum, aprendi a ouvir e a concordar, em fazer o possível e nem sempre prometer. Aprendi a não oferecer aquilo que não tenho certeza que posso dar, e, ao contrário, oferecer somente aquilo que sei, com toda certeza, que vai acontecer. Aprendi a ter cuidado no que falo, afinal, contradições nunca são bem vindas. Aprendi a prestar bastante atenção em tudo, a revisar meus textos, minhas metas, meus atos! E continuo aprendendo, dia após dia...

Sei que nem sempre é bom criar expectativas, mas dessa vez é quase impossível deter o impulso, eu me aceitei como sou, com minhas inúmeras limitações, com meus defeitos sem remédio, com minhas qualidades irremediáveis, e sonho, com minha chegada e com minha partida, com cada fim de semana. Sonho com meu futuro e como o meu passado poderia ser. Sonhos utópicos, sonhos revolucionários, sonhos concretizáveis, sonhos inocentes, sonhos idiotas, sonhos descartáveis, são sempre sonhos e mesmo com todas as quedas e dores, há algo que - inexplicavelmente - ainda me faz sonhar!

domingo, 17 de junho de 2007

"Tenho andado distraído" como diria o poeta dos adolescentes, o grande Renato Russo...
não sei ao certo o porquê da distração, mas vejo o mundo com os olhos menos maldosos, mais limpos e mais resignados.
Não quero deixar aqui a significação apartidária, sem ideologia que a resignação pode suscitar a primeira vista, tem uma profundidade maior, diz respeito a capacidade de se entender como tal e de não querer aquilo que não te pertence, porém não implica a limitar seus sonhos.
Vou tentar explicar, não importa se o menino grande do imponente prédio ao lado tem uma vida farta e todas as alegrias não o falta, tem riquezas e inteligência, beleza e bom humor. Não me cabe contestá-lo, imitá-lo ou chorar por não alcançar sua graça. Aí, entra a resignação à busca por aquilo que é meu, por meu espaço, o itinerário de meus sonhos, considerando os meus limites, a minha história e o meu momento atual. A resignação é a consciência de meu norte guiador, do meu objetivo principal. "Não precisamos diminuir ninguém para nos aumentar" essa frase de Leão, técnico de futebol, diz respeito a resignação que eu discorro. Consiste em aceitar o que somos em justaposição à aquilo que queremos ser.
Por isso ando assim distraído, meio alegre, uma alegria disfarçada na quebra da maldade do mundo. Agora entrevejo a caridade mais fácil de ser alcançada e o orgulho/egoísmo sem motivos fortes para existir.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

A história de um nome...tantas estórias de meu nome

O nome Dauney, que se refere, na sua genese, à famílias, tem basicamente duas origens: uma inglesa e uma francesa.
Na origem inglesa a família "Doney", provável origem de Dauney, originou-se na área de Liskeard de Cornwall, Inglaterra nos anos de 1600. As vilas principais eram: St. Neot, St. Cleer, St. Pinnock, St. Ive e Lerryn, por volta de 1820/1830 os Doneys emigraram para encalhar o lago em Pensilvânia, América.
Havia outros Doneys em Quethiock, Northill, Linkenhorne e em Cardinham que são relacionados provavelmente a esta linha.
Também há uma linha Índia-americana de Doney que começa com um Joseph Doney, que era um doutor em Inglaterra. Foi à França e mudou seu nome a Delonais antes de emigrar ao Canadá onde reverteu a Doney. O sobrenome inglês Doney pertence ao grupo dos sobrenomes derivados do lugar onde o portador original viveu, ou prendeu a terra.
A referência escrita a mais adiantada ao Doney conhecido e seus variantes Downey, Downie e Duny datam do 14.º século. Matthew Dounay é gravado no subsídio Rolls de Yorkshire em 1327. O Dunye de Richard parece no trabalho do Lofvenberg, no estudo de nomes locais ingleses médios, para Surrey em 1330. Mary Doney é outra referência, gravada em Londres em setembro 1731. O formulário de Downie e Duny são associados com o Scotland do barony de Downey situado no parish de Monikie, no condado anterior de Angus (parte agora de Tayside).
Outra fonte diz que o nome Dauney tem uma origem francesa. O major em Sheviok, Cornwall (perto de St Neot) pertenceu antiga família do d'Auney, do Dunnye ou do Dawney. O senhor Payn D'Aunay, do castelo de D'Aunay em Normandy France, assim como William D'Aunay, que foi feito general em Acon, agora acre, na época do rei Richard primeiro 1192, são referências francesas da origem do nome. Também, o senhor Nicholas Dawnay, mais uma variante, que foi descendente do beforenamed e chamado ao parlamento como um barão, é outra indicação francesa do nome.
Toda essa história remontada, tem o objetivo de estabelecer um critério, para desenvolver a pronuncia de meu nome. Segundo a matriarca de minha família, quem decidiu instituir-me esse nome, na pronuncia correta a sílaba tônica recai sobre a primeira sílaba. Essa forma "Dáuunei" de se pronunciar é de acordo com a origem inglesa.
Na forma "Daunêi" de se pronunciar, estaria correta de acordo a origem francesa, visto que, nessa língua predomina a forma oxítona, diferente da inglesa que predomina a forma paróxitona/proparoxítona.
Mas, na verdade, como a origem é confusa e existem duas vertentes, a problematização teve um fim diplomático, pois as duas formas de pronuncia persistem, agora com embasamento histórico.