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domingo, 13 de junho de 2010

O HOMEM QUE QUERIA ENCONTRAR O AMOR



O HOMEM QUE QUERIA ENCONTRAR O AMOR

Um dia um homem saiu pelo mundo querendo descobrir o que era o amor. Fez isso porque viu - num sonho- alguém, que ele não conseguia lembrar o rosto, dizer que era o sentido de todo existir e o estímulo de todo aquele que caminha. Insistia que ele deveria encontrar o amor, no entanto, rosto ele não via. A conversa por ali acabou, e esse alguém não lhe dera mais pistas Só sabia como chamava e por que o perseguiria.

Um dia esse homem – que queria encontrar o amor – achou que encontrara; para o seu profundo desencanto, do sonho ela não lembrava. E ele continuou andando, sem saber para onde ia, e quando pensava em desistir lembrava do sonho que tivera um dia. Por outras bandas esse homem andou e em cada canto que passava jurava ter encontrado o amor. Porém, nenhuma entre elas sabia do tal sonho desafiador. O tempo passou, o homem envelheceu, a procura do amor deixou feridas, mas ele também muito aprendeu, quando pensava em desistir, algo lhe fazia andar, o sonho misterioso que não deixava ele parar.

E por muito tempo esse homem andou, e nenhuma, e nenhum a quem perguntava sabia explicar-lhe onde encontrar esse tal amor. E nessas muitas caminhadas pela vida, esse homem muita coisa topou. Ao procurar uma máscara para o rosto de seu sonho, muito ele amou. Mas o seu amor rosto não tinha, e quando o estímulo se esvaia pegava a estrada à procura do impulso de quem caminha.

Sem perceber, esse homem que caminhava, era também um homem que semeava, por onde andou deixou uma semente - a mais bela, pura e potente-, por onde andou semeou o amor, floriu seus passos com o seu sonho encantador. E a história do homem que queria encontrar o amor tomou o mundo, fez eco e conquistou mentes. Mais pessoas se aventuraram e caminharam em busca desse presente, o estímulo de quem caminha, o encanto de quem semeia a ilusão real desse calor. Assim, a rosa plantada um dia num sonho, se fez floresta no coração dos homens, graças à impossibilidade dele encontrar seu amor derrepente.

Este homem nunca encontrou a pessoa que no sonho lhe falou, mas espalhou o sentido daquilo que o fazia caminhar, por viver dia-dia a busca de uma vida. Como a infância a ingenuidade passou, a juventude a voracidade material levou, com a morte a sua existência se transformou, mas seu sonho, que sempre o fez caminhar, eternizado ficou.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

LUX


Um raio se expande e ilumina
integra, reflete, refrata e conduz.
É o tom de uma voz divina.
Quem pode negar a magia da luz?


Luz: matéria que toca a alma.
O que seria da compreensão sem o seu brilho?
Segura de sua caminhada eterna,
brilha a vida na repetição de seus ciclos.


Na falta, cores não produz.
A vida é mais rica
na presença da luz.


Contigo, o amor, induz.
A vida é mais linda
na regência da luz.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Uma dose de dor

A vida é assim,
tem horas que fala tanto que é difícil entender,
noutras tamanho silêncio, que esquecemos que ela fala!
Enquanto isso caminhamos...
Muitas vezes alheios a sua voz,
em outras tão conectados que é a própria voz quem nos encaminha...

Engraçado são as desilusões,
mas não qualquer desilusão. Não, aquelas marcantes...
Que a gente tem certeza que ta certo, que tudo ta conspirando,
mas no meio do caminho descobrimos um "des", e o real se torna ilusão,
e a desilusão se torna dor...

E a dor se torna negação,
e a negação envolve e negativisa,
ahh, negativado a gente só atrai o que diminui.
E nesse ciclo vicioso só o eletrochoque de realidade pra voltarmos a viver!

Mas viver é bom,
tanto nas horas de alegria a viva-voz,
quanto nos momentos de "des-luzão",
Com o sol brilhando,
ou caindo aquela torrencial tempestade.
Viver é bom aprendendo ou não...

Uma dose de dor, por favor.

sábado, 14 de novembro de 2009

UM PENSAMENTO QUE ME PASSOU

É bege.
Tudo numa cor neutra de certeza
Há quem diga ser cinza metálico
Já eu, não sei como pintar essa crueza.

E, mais uma vez, não sabendo como dizer,
Não há motivos para a leitura.
Venço o medo da viagem,
fica o medo da tortura.

Tenho certeza que no final
Não saberei onde terminou
Começou sem sentido
E perdido se perpetuou

Quando chega a um ponto desses,
não adianta voltar atrás.
Procurar o fio da meada?
Como? Se a linha não existe mais!

Tudo veio e passou como um redemoinho
Que remoeu todas as palavras
Remexeu minha cabeça
E no final não disse nada

terça-feira, 21 de julho de 2009

Siameses Opostos

A luta é constante
Conflitos sempre prontos para recomeçar
Pontos de atraso atraem a traição
Obriga, como se tudo tivesse escrito,
A persistir no erro da perdida geração

Dói-me ver o que é sagrado,
Sendo sangrado... conflito esculpido
O culpado desse mal
O terror... terrível rangido

Pra que terras sem amor?
Sem vizinhos... sem amor...
Pra que sonhos sem amor?
Para que o amor?
Maquinalmente sem amor

Somos todos iguais: corrompidos, presos e
destruídos
Nem tanto há motivos
Para insistirmos em ser enfermos
Por insistirmos em ser desunidos

Não é coragem atear fogo em si,
Queimar o mapa não é o caminho...

E, a chance com o fogo se vai
se existem chamas, matem-na!

Chamas, barulho, terror
E o vermelho sangue destaca
Chamas, barulho, terror!

domingo, 12 de julho de 2009

Segredo


Quanto custa um segredo?
Por quanto tempo segredo ele pode ser?
Qual a recompensa de sua guarda?
Como garantir que vale a pena prevalecer?

A vergonha, ignomínia ou humilhação se revelado
Prende ao peito, ou meio da garganta, um misterioso peso
Pode, quem sabe, ser mais valioso o inconfidenciável
Se um dia, talvez, puder deixar de ser segredo?

O secreto tem o seu tempo de hospedagem
E todo tempo tem os seus segredos
Mas, não haveria no homem coragem
Se eternamente segredasse seus medos

Um mistério persiste na sua atuação impecável
Não sabendo eu talvez
Que por trás de sua timidez
Há um segredo inconfessável

No que vejo nas linhas do mundo,
Em tudo que procuro ler
Dessa vida-arte-absurdo
Faltar segredo, é o mesmo que ter!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Coriza


Coriza

Escolher é uma arte tão fascinante
quanto a própria vida
Se esconder pode ser tão necessário
quanto sorrir

Ela surgiu como um devaneio
Se tornou uma obsessão em dias
Logo me vi envolto numa quimera
preso num sentimento que me enlouquecia

Não teve saída. O destino teve que ser duro
Um golpe profundamente sentido por mim.
Tudo obscuramente foi perdendo o sentido
e a certeza do fim foi me consumindo.

Mas um bicho teimoso como eu
tinha que se aventurar nesse enredo falido
Mais uma vez, outras vezes, mas...
...quantas mais?

As portas abertas por mim
A vida fechava atrás. Todo esforço atrapalhado
Era vencido... Tava errado.
E agora? O que faço?

Corro dos erros ou me jogo do penhasco?
Depois que descobrir que não há morte...
...aprendi a respeitar mais a dor.
Ah! Esse ser teimoso, acho que se cansou de errar.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Estou feliz

Se eu dissesse que sou feliz,
depois de um tempo, que
eu voltasse a ler este poema,
talvez acharia que não soubesse o que dizia
mas, sei que estou feliz,
e isso ninguém, nem mesmo eu,
pode negar um dia.

Não há nada mais doce,
mais gratificante, mais encorajador,
que o sentimento aflorado
após um sonho realizado.
E, eu realizei

É emocionante e recompensador
voltar a ter sonhos
Reacreditar no amor,
Fazer da vida uma obreira de boas ações
Buscar objetivos, confiar em mim!

Saber que há muito a se fazer.
Saber que é útil para alguma coisa.
Saber que eu sei o que eu quero,
E que, pode ser, que alguém também me queira.

Ter, aos poucos, consciência,
de quem sou, e tentar
viver conservando esse estado,
sempre alegre, sempre forte
Sempre lúcido!

Claro, que um frio na barriga,
desponta quando penso em tudo
que procuro conquistar.
Efeito de um pouco de medo, porque não,
de um pouco de insegurança,
ou receio de sentir o gosto da derrota.
O fim do bom ânimo.

Mas, não tenho mais o medo da dor
Sei que nunca, perpetuamente nunca, estarei só
E também, que a força para vencer,
estará comigo sempre.

Estou feliz, por que posso ser advertido,
e orientado
Por que, eu sei, da presença de Deus,
E que sem ela não posso viver

Posso até um dia,
achar que exagerei nessas linhas,
Ou, reconhecer que fui realmente feliz,
Ao menos, um dia, nesta minha via!

Sentimento dormente

Cada vez mais firme
O instante que marca o nada
Alma vazia, mente poluída
Polêmica, epidêmica, voraz...

Onde está o amor?
Foi-se a quilômetros de distância!
Não há nada a fazer
Pobre, minúsculo coração de criança

Amansa, nada substitui o ser
Anda, cansa deixa a distância vencer
Nada força tanto uma lágrima despontar
Desejo de vê-la, e não poder encontrá-la.

Não é por isso que aqui me encontro
Procurando ser mais humano
Drogando-me para ser menos normal
Perdendo-me numa experiência fatal

Agora, deixo o foco escapar
Algo, aqui dentro, ainda me agulha
Punge, não... a discussão é inevitável...
Ahh, o não... quantas vezes aceitei sem contestá-lo

Distante da realidade
A verdade é o meu mundo
Onde o que está limitado é infinito
E as decisões sem limites são tomadas

Acabei, e no fim
Tudo se foi...e a distância ainda está..
E quando com ela me encontrar não ficarei surpreso
se com mais uma surpresa me deparar.

O barco, o ideológico

A vida é como um barco
A personalidade a tripulação
Milhões e milhões de homens limpam meu convés
Deslizamos pelo mar sem pés
Aos comandos de um mapa sem direção

Minha bússola é a lua minha
Porém embriagado pelo brilho de uma estrela
mudo o rumo de meu barco
Empenhada segue a minha embarcação

Correntes marítimas chocam-me
Com minha embarcação vendida
ando, nesses tempos, como um ser vendado
Com um pobre, e lúdico ser inocente.

O tempo passa e a tripulação diminui
O barco desgasta
o vento desanima
As rotas mudam...

Mas, sempre há um porto
um porta-aviões
ou inceberg...Algo que nos faz parar
Algo que faz subirmos
Alguém que nos obrigue a mergulhar!

Enquanto isso, o barco vai...
Desesperado por uma rota feliz...
Nós seguimos...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Discurso de Parkman



Discurso de Parkman

Se eu pudesse mandar em seu coração
Eu ordená-lo-ia a amar-se
E, se o seu coração me escutasse
Proibir-lhe-ia o desânimo

Se eu pudesse mandar em seu coração
Ordenaria ele a amar
E se o seu coração se alegrasse
Ocupar-lhe-ia esse lugar

Se o seu coração fosse a mim subordinado
Impor-lhe-ia a felicidade
Dar-lhe-ia carta de alforria
E elegeria a responsabilidade como valor máximo

Se, ainda assim, insistir a mim o comando do seu coração
Ordenar-lhe-ei que se insurja
Por que não tem necessidade comandar
Alguém que se ama e já sabe amar.

quinta-feira, 31 de julho de 2008


Nem ti

O quanto há de verdade
No mundo em que nada podemos ver
A não ser
Poucos nobres objetos
Refletidos captados
Por nós... Por nossos olhos

O que não há, ao certo
Nas verdades que contam
Que ouviram dos que já ouviram contar
O que ao certo não vale
nas verdades que tentamos esboçar?

O que de real
Existe na procura ilusória?
O que de tão boçal
Encontramos na ilusão da glória?
De estar um passo à frente
Dessa multidão que late
Que vibra que é feliz!

O que há de superior
Num mergulho sem fim?
Em um buscar interminável...
Na solidão de uma procura anormal
De um dia sem sol
De uma certeza tão grande
Quanto à melhor das verdades

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Claro que não!


O amargo da água ardente não se compara com o gosto cinzento que marca agora minha garganta. Esse “ter de ficar quieto”, essa força que tem me faz concordar com o rumo que as coisas tomaram, esse sentimento que obriga a amar mesmo dilacerado o peito, mesmo contorcendo de dor. O que faz tanto amor e tanta esperança se transformar em dor e em desilusão? O que faz a saída se tornar a única via, mesmo você tendo tantas forças pra lutar?
Mas, de novo não é hora pra lamentar, é sempre o dia do recomeço e nem um segundo é tão valioso quanto esse que acaba de passar!
Já vi mundos maiores decaindo e deles muitos melhores nascidos. Mira pra frente e pro alto, e mesmo mentindo, dizer que valeu a pena essa viagem!

VIOLENTA PAIXÃO



A penumbra perdura sem o teu olhar. A procura me faz voar, agora sou o homem voador, que viaja pelos doces sonhos de um sonhador.
Meu viver é desencanto ao acordar sem ter você. Minha vida é um grito de saudade e de vontade de te ver. Brota água de meu corpo, faz tremer só o pensamento; dói o peito, aperta os olhos, dá arrepio esse sentimento. Vou voar, eu vou voar eu preciso de você, o homem voador enlouquecerá se não matar essa vontade de te ver, esse gosto que é você!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Mito do Homem-medo

Vejo o mundo nos olhos distraídos
dos pedestres que passam pelas ruas
as máscaras em forma de vida
assustadas defendem uma liberdade que não é sua

E os tiros, as mortes, as chacinas
narradas todo dia pela mídia
fazem tremer as pessoas que passam pela vida
e justificam a liberdade arremetida!

E a ilusão cresce, por segurança,
e a população pede, por vingança.
o medo do fraco é disfarçado
massacrando o bode expiatório!

Mas precisamos de mais segurança!
precisamos não morrer!
Pois, são por nossas próprias mãos
que esse sistema deve crescer!

Assim, o homem criou o medo
e também criou a mídia.
E a mídia se tornou grande, e controlou o medo

Hoje o homem vive, pensa e compra
em função desse medo, criado pela mídia,
que divulga, amedronta e doma
recriando o homem a cada dia.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Coração vazio, sertão quente. Canário bom, homem da gente.


Coração vazio, sertão quente. Canário bom, homem da gente.

No azul do lajedo
Que reflete a limpidez do céu
Permanece seco o arvoredo
Onde assenta o canário meu

Soltei o bichinho da gaiola
Pois me partia o coração
De manhazinha catava todo tristonho
Era o aperto e falta de companhia da prisão

À frente ele não achará milho pisado todo dia
Nem água limpa para se banhar
Mas tem o horizonte até perder de vista
E pode, pra onde quiser, levar seu canto

Da árvore seca e amarela olha assustado a sua volta
Parece não acreditar que sumiu as tariscas da gaiola
Olha só, não sabe pra onde ir de tanta alegria,
Quando pisco o olho, ele bate as asas e vai embora.

O lajedo azul ferve ao sol do meio dia
O canário, que nunca foi meu, retomou o seu destino
A gaiola na parede agora vazia
E de hoje em diante se passarinho pra mim cantar,
...vai ser canto de alegria!

domingo, 9 de setembro de 2007

POEMA DA REFLEXÃO PARA O FIM DA VIDA


POEMA DA REFLEXÃO PARA O FIM DA VIDA




Não possui um botão de flor,

Não tive um arco-íris, um pôr-do-sol cor-de-rosa

Calor de um laço de afeto eu não senti

Mas vive, sonhei, chorei, pedi...


Não fui exemplo de candura

Nem invejado, nem destemido

Poucos momentos de bravura, um tempo

Amando, noutro esquecido

E esquecendo...


Voltei, andei

Percorri várias vezes o início

Caí, levantei

E nunca demonstrei a lágrima no sorriso

Fui forte e corajoso, porém, vencido...


Nunca tive um tesouro

Todavia, na minha imaginação sou livre

Pros meus irmãos firmes

Pra meus amores um pobre ser sem dor

Sem flor e sem arco-íris


Tudo, para mim, tardou

Demorou para chegar a mocidade

Quanto tempo passou

Quantas coisas não alcançadas...

Descobri que essas coisas

Por mais que eu quisesse

Nunca iriam ser concretizadas


Tardou a superação,

E a sonhada flor, o arco-íris

Isso nunca chegou


Eu nunca mereci um amor,

Ah! Meu amor você merece algo mais

Que esse pobre pôr-do-sol sem cor.





quinta-feira, 7 de junho de 2007

"Pedir pra os homens explicarem que é Deus, é como pedir aos peixes para explicarem o que é a água!" sem fonte, retirado do filme “Quem Somos Nós”

MEDITAÇÃO

Quando, nas horas de íntimo desgosto, o desalento invadir-te a alma e as lágrimas aflorarem-te aos olhos, busca-Me; Eu sou aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas.

Quando te julgares incompreendido pelos que te circundam e vires que em torno a indiferença recrudesce, acerca-te de Mim; Eu sou a luz sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos.

Quando se te extinguir o ânimo para arrastares as vicissitudes da vida e te achares na iminência de desfalecer, chama-Me; Eu dou a força capaz de remover-te as pedras dos caminhos e sobrepor-te às adversidades do mundo.

Quando, inclementes, açoitarem-te os vendavais da sorte e já não souberes onde reclinar a cabeça,corre para junto de Mim; Eu sou o refúgio -em cujo qual encontrar.á; guarida para o teu corpo e tranqüilidade para o teu espírito.

Quando, nos momentos de maior aflição, faltar-te a calma e te julgares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-­Me; Eu sou a paciência que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar nas situações mais difíceis.

Quando te debateres nos paroxismos da dor e tiveres a alma ulcerada pelos abrolhos dos caminhos, grita por Mim; Eu sou o bálsamo que te cicatriza as chagas e minora os padecimentos.

Quando o mundo te iludir com suas promessas falazes e perceberes que já ninguém pode inspirar-te confiança, vem a Mim; Eu sou a sinceridade que sabe corresponder à fraqueza de sua atitude e a excelsitude de teus ideais.

Quando a tristeza e a melancolia te povoarem o coração e tudo te causar aborrecimento, clama por Mim; Eu sou alegria que te insufla um alento novo e te faz conhecer os encantos de teu mundo interior.

Quando, um a um, fenecerem-te os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela para Mim; Eu sou a esperança que te robustece a fé e te acalenta os sonhos.

Quando a impiedade se recusar a revelar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-Me; Eu sou o perdão que te levanta o ânimo e promove a reabilitação de teu espírito.

Quando duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o cepticismo te avassalar a alma, recorre a Mim; Eu sou a crença que te inunda de luz o entendimento e te reabilita para a conquista da felicidade.

Quando já não provares a sublimidade de uma afeição sincera e te desiludires do sentimento de teu semelhante, aproxima-te de Mim; Eu sou a renúncia que te ensina a olvidar á ingratidão dos homens e a esquecer a incompreensão do mundo.

Quando, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta; à flor que desabrocha e à estrela que cintila; ao moço que espera e ao velho que recorda. Eu sou a dinâmica da vida e a harmonia da natureza: chamo-me AMOR. Remédio para todos os males que atormentam o espírito. Estenda-me, pois, a tua mão, Ó alma filha de minh'alma, que eu te conduzirei, numa seqüência de êxtases e deslumbramentos, às serenas mansões do infinito, sob a luz brilhante da eternidade:

DEUS.

Observação: Esta mensagem, cuja autoria não se registrou, foi extraída da capa do disco A Oração de São Francisco, série Cáritas 1005, da Discos Cáritas Ltda., distribuído pela Editora Musical Arlequim Ltda.