Este é um trabalho que visa expor para o público alguns de meus textos pessoais. São textos íntimos, que surgiram unicamente da necessidade de escrever. Todos os textos são relacionados a momentos que marcaram a minha vida. São fatos, pensamentos e poesias que se eternizaram pelos seus significados.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Uma dose de dor
tem horas que fala tanto que é difícil entender,
noutras tamanho silêncio, que esquecemos que ela fala!
Enquanto isso caminhamos...
Muitas vezes alheios a sua voz,
em outras tão conectados que é a própria voz quem nos encaminha...
Engraçado são as desilusões,
mas não qualquer desilusão. Não, aquelas marcantes...
Que a gente tem certeza que ta certo, que tudo ta conspirando,
mas no meio do caminho descobrimos um "des", e o real se torna ilusão,
e a desilusão se torna dor...
E a dor se torna negação,
e a negação envolve e negativisa,
ahh, negativado a gente só atrai o que diminui.
E nesse ciclo vicioso só o eletrochoque de realidade pra voltarmos a viver!
Mas viver é bom,
tanto nas horas de alegria a viva-voz,
quanto nos momentos de "des-luzão",
Com o sol brilhando,
ou caindo aquela torrencial tempestade.
Viver é bom aprendendo ou não...
Uma dose de dor, por favor.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Página de uma vida

Onde começou? O porquê de ter começado? Eu não sei. Mas, aqui estou e nenhuma pílula, nem a vermelha, nem a azul, pode negar isso. Para onde vou? (...) Nem o silêncio depois de uma bomba, fruto de um turbilhão de pensamentos, pode afirmar com certeza. Provavelmente, primeiramente... Não sei mentir. Então calo, sem saber por onde ir.
Essa vida me deu tudo de bom que tenho e mostra, dia-dia, os obstáculos que impedem que seja bom tudo que eu tenho. Essa é a vida mais difícil de entender. Nessa, é difícil demais escolher... Mas, nem por isso, desisto de entendê-la, deixo de escolher, deixo de vivê-la!
Essa vida é até difícil de descrever. É como se olhasse uma paisagem, seus detalhes, seus traços marcantes, e percebesse que junto a meus pés a paisagem se misturasse ao meu corpo, formando uma coisa só...
Enquanto olhava para mãos, pernas, braços, espelho... Percebia que ela não acabava ali. Olhando no reflexo dos meus olhos eu vi um ser que gritava - emocionado - e dizia (o que ele dizia?): viva! Ele vivia...
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Homem do campo
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domingo, 13 de dezembro de 2009
Na Linha do Tempo

No fim, irei falar do meio, algo que alguém me disse, e talvez seja a coisa mais importante que ouvi esse ano. Aprender a cortejar o equilíbrio - parafraseando o Renato que encontrava o equilíbrio cortejando a insanidade - tem de ser um exercício constante. Não sei como você vai encontrar o seu equilíbrio, mas é fundamental encontrá-lo. O termo do meio - a equidade de Aristóteles... Talvez, em dadas situações, a melhor saída seja o caminho do meio...
Abraço para todos e que venha 2010!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
DO MENINO QUE FUI

Não sei de quem peguei o respeito, mas novo como era – a cabeça a se formar - o respeito que tomara, tomou-me. Envolvido pelo respeito eu cresci. Mas, em mim, cercado pelo respeito, aumentava uma chama, uma lança de enfrentamento. Um calor me perturbava, e esse calor perguntava. Perguntava...
Eu via o que só eu via, talvez por isso o que só eu via, somente eu entendia. Às vezes, via à mais, por outras, de menos eu via. Via grandes florestas, onde só mato havia. Via a perfeição dos contos de fadas, onde o caos reinava. E, acreditava no que eu via – ou achava que via. Acreditava...
Uns diziam que era ladino, outras que era lindo, mas o adjetivo que mais me intrigava, era quando minha avó, do canto do olho me olhava, encabulada deflagrava: esse menino, ah! Como é surdino...!Para ela, eu jogava a pedra e escondia a mão. Dependendo da ótica, uma deslealdade ou um meio eficaz de defesa e adaptação. Adaptação...
Mainha sempre insistia para o estudo. Eu sempre reclamava: queta mainha, pra que tanto estudo?Ela, eu tenho que agradecer. O sentido da minha vida foi plantado nesses dias. O conhecer. O conhecer...
A infância é o maior tesouro que eu trago em mim. Meus valores – os maiores. Dos meus amigos – os melhores! Dos sonhos, os mais doces. Os mais doces...
sábado, 28 de novembro de 2009
Hipnose

Sinto as luzes estimularem meus olhos, que fixos deslizam sem enxergar absolutamente nada. O pensamento, cavalo veloz, ganha asas e galopeia pelos planos transpostos nestas três dimensões do espaço. Agora, sou mil, mil e um soldados protegendo um único ideal: o ideal de ser um indivíduo.
Quanta amargura por não andar de mãos dadas. A vida é um estrada que faz andarmos por horizontes distantes. Se, nós nos esforçássemos mais em procurar objetos que estejam a altura de nossos olhos, sorriríamos mais conquistas e lamentaríamos menos com as dificuldades.
O pássaro sobe. Aumenta a altitude em cada batida de assas. Agora, está distante de qualquer olhar, mas ainda está sobre o mar, composto que reflete um azul. Agora ele está livre, mas algo que não depende de sua vontade faz-lo mergulhar no abismo rarefeito, acelerado pela gravidade vê o mar crescer sobre seus olhos.
Como o pássaro, sinto-me agora. Inseguro e assustado. A luz no fim do túnel mais parece uma locomotiva se aproximando. Sufoca-me como se uma corda enlaçasse meu pescoço. Um nervosismo inocente me desloca para um lugarejo que anula minha razão. Um estalo. Um choque de correntes estridente me traz a realidade e vejo as horas galoparem, como o meu pensamento; o peito me aperta. Os ponteiros não param de girar. Vejo que já não é hora de escrever. Deixo a caneta sobre o papel e não tenho tempo de reler o que eu vi.
sábado, 14 de novembro de 2009
UM PENSAMENTO QUE ME PASSOU
Tudo numa cor neutra de certeza
Há quem diga ser cinza metálico
Já eu, não sei como pintar essa crueza.
E, mais uma vez, não sabendo como dizer,
Não há motivos para a leitura.
Venço o medo da viagem,
fica o medo da tortura.
Tenho certeza que no final
Não saberei onde terminou
Começou sem sentido
E perdido se perpetuou
Quando chega a um ponto desses,
não adianta voltar atrás.
Procurar o fio da meada?
Como? Se a linha não existe mais!
Tudo veio e passou como um redemoinho
Que remoeu todas as palavras
Remexeu minha cabeça
E no final não disse nada
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
CARTA DE DESPEJO
Ilusão da Conceição,
Eu, Iludido da Silva, quem opera essa caneta no presente momento, decidido, magoado, com o orgulho ferido, perante minha consciência, uma cerveja pela metade e ao som de Waldick Soriano, faço chegar ao conhecimento de vossa insolência máxima esta CARTA DE DESPEJO, para que a senhorita, Ilusão da Conceição, bonita, burra, insuportavelmente idiota e com certeza futuramente arrependida, desocupe a posse e leve todas as suas tralhas e lembranças íntimas do CORAÇÃO de propriedade da pessoa que a essa subscreve, localizado no lado esquerdo do peito, não muito grande, de cor vermelho-sangue, agitado( vide os vários pulos desenvolvidos incansavelmente). Local gentilmente cedido, sem muito espaço porém com muito conforto, que, no tempo do início da ocupação, pela ora despejada, se encontrava em excelentes estado de conservação e, como pode ser facilmente comprovado, o mau uso feito pela Srª. Ilusão deixo-o praticamente em pedaços, não restando outra saída se não a última via de civilidade demonstrada por essas linhas.
Peço a vil possuidora que ao deixar meu coração entregue a sua respectiva chave de bom grado, pois a vida segue e não é recomendado, pelas normas brasileiras de culinária e paixão, que meu órgão vital – para evitar dúvidas, MEU CORAÇÃO - fique por muito tempo desocupado.
Sem mais, aguardo o cumprimento confiante no mínimo de dignidade que ainda lhe resta.
Vai com Deus, e não precisa dar tchau,
Iludido da Silva
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Olhe para ele...
Lembro quando ele deixou de sair à noite, para a pracinha da cidade, porque lhe diziam – ou ele acreditou enxergar nos olhos alheios - que não era a altura do lugar. Ele acreditou, quando disseram para ele, que ele era feio e sem graça. Os elogios da família e de uma garota não bastavam. Pobre lindo garoto ingênuo, perdeu seu desabrochar por covardia.
E, - quando lhe disseram - que ele não era brilhante, que sua criatividade era medíocre e que as letras não combinavam com seus textos, ele acreditou. E passou a só a ver ignorâncias suas – passou a cometer muitas brutalidades por acreditar ser limitado. Quanta ignorância por ingenuidade, se, ao menos, tivesse um pouco mais de experiência e percebesse o mundo a sua volta com mais segurança.
Ele conseguiu acreditar, por pura ingenuidade, que ela não o amava. Queria-a, mas não pode com seu lado estúpido que gritava, feito louco – ela não quer você, ela não quer você! – um ingênuo louco, só lhe sobrou as poesias e por fracas que eram o tempo o transformou em um poeta morto. Morto e ingênuo. A ingenuidade ele não perdeu.
Como ele foi ingênuo. Tudo, que falava a ele, ele acreditava... Tsc, tsc, tsc...
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Sem-mestre

Um dia a gente percebe que esta no início de um recomeço. Teoricamente um recomeço de per si já é um início, não discordo de tal pensamento, apenas pontuo que nem sempre iniciar o recomeço implica em realmente recomeçar. Para construir um recomeço há a necessidade de ir além do re-iniciar. Para ser um recomeço, além de indícios de um re-iniciar, há de ter um querer qualificado pela vontade de mudar.
Ultimamente tenho notado e sofrido com algumas atitudes cíclicas prejudiciais. Atitudes interligadas por erros de concepção da realidade e por atitudes divergentes de minha natureza substancial. Difícil pra mim explicar essa natureza, pois só a sinto. Já, os erros de concepção de realidade são cognitivamente percebidos: faço, erro, sofro, não agüento mais errar/sofrer, logo mudo. É chegado o tempo de iniciar a mudança de algumas dessas atitudes que destoa dos meus objetivos existenciais.

Primeiro veio a compreensão da atitude a ser mudada, no meu caso, veio de uma forma violenta, como se pela primeira vez eu tivesse dado conta de uma aberração que vivia dentro de mim. O primeiro sentimento foi de náusea, de vergonha de si próprio... Foi quase como uma revelação do inconsciente de algo que sempre esteve presente, porém nunca fora dada a atenção devida, talvez justamente para que não sofresse por antecipação. Veja, se agora - compreendido -, tão pouco posso fazer, que seria possível sem algum acúmulo? A compreensão não vem de graça, não é revelação, se não na forma em que se apresenta a surpresa de tal obviedade dentro do nosso consciente. De uma hora pra outra: cabum! -"Mas como eu nunca tinha percebido isso?" Porém, não é categoricamente uma revelação, não havíamos percebido por que ainda não detínhamos o conjunto de experiências necessárias para a sua clara compreensão. O impacto violento faz parecer algo sobre-humano, porém é o mais natural dos atos humanos: se conhecer. Mas só saber não basta.
Logo, muito depois da compreensão, vem a prática. Não há mérito em saber e não agir. Será uma compreensão estérea. A beleza está na frutificação do auto-conhecimento, acontecida no momento da ação. E, o recomeço é agir diferente, pois continuar a repetir ações inquinadas de um vício negativo é dar prosseguimento a incompreensão.
Recomeçar trás em si intrinsecamente a idéia da mudança. Mudar não é fácil, não é a regra, não é inicialmente prazeroso, porém, sem sombra de dúvidas, é extremamente necessário. E, tudo começa no momento que aceitamos a capacidade de mudar/recomeçar.Depois desses estágios, ao passar por esses degraus, eu me sinto assim: quase abraçando o tempo, vislumbrando milhões de possibilidades, me instigando a prudentemente andar nesse tempo do possível. Do lado esquerdo sempre caminha o amigo medo, mas já deixei de atribuir a tomada de decisões a ele há algum tempo. É sim, tenho certeza que é um recomeço. É início de semestre!
terça-feira, 21 de julho de 2009
Siameses Opostos
Conflitos sempre prontos para recomeçar
Pontos de atraso atraem a traição
Obriga, como se tudo tivesse escrito,
A persistir no erro da perdida geração
Dói-me ver o que é sagrado,
Sendo sangrado... conflito esculpido
O culpado desse mal
O terror... terrível rangido
Pra que terras sem amor?
Sem vizinhos... sem amor...
Pra que sonhos sem amor?
Para que o amor?
Maquinalmente sem amor
Somos todos iguais: corrompidos, presos e
destruídos
Nem tanto há motivos
Para insistirmos em ser enfermos
Por insistirmos em ser desunidos
Não é coragem atear fogo em si,
Queimar o mapa não é o caminho...
E, a chance com o fogo se vai
se existem chamas, matem-na!
Chamas, barulho, terror
E o vermelho sangue destaca
Chamas, barulho, terror!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
BRF-ASA Homenagem
Está é uma homenagem. Escrevo para homenagear dois amigos - ou melhor - eu disse amigos? Dois irmãos - calma, eu disse irmãos? - Dois anjos com personalidades singularmente intrigantes, imbricadas, intransponíveis, inigualáveis e inteiramente únicas. Falar deles sem sobressair uma lembrança embevecida de saudade é quase impossível, pensar nessas duas figuras é remontar em pensamento e em espírito a um tempo bom, um tempo suave, agradável e digno - pelo sentimento que comporta - de perfeição. - Dizer que eu adoro esses caras é chover no molhado. Porém, os seus jeitos divertidos e criativos não encantam só a mim, - mas a todos que podem ter a honra de contemplá-los. Contudo, além da admiração existe o respeito, o amor e as estórias que ligam essas nossas três vidas. Quando estamos juntos - e livres para sermos nós três -, sinto como se a felicidade fosse realmente possível, como se o que realmente importasse, naqueles instantes, fosse sermos realmente felizes...
E, as risadas? Quantas risadas!... - Não é verdade? - Já conheci muita gente engraçada, gente com senso de humor interessantíssimo, mas "besta" igual a gente eu nunca vi, "besta" igual a vocês, meus dois amigos, não existe! Existem os "doidos" que co-ajudam no show de vocês - no nosso show - ; mas "besta" mesmo, só a gente...
"Doido" é engraçado, porque faz coisas inesperáveis, mas "besta" só a gente que cria coisas inesperadas. Sou bastante feliz por conhecer vocês - desde o tempo do gorete e do cocete - das palhaçadas na sala de aula, das gravações de nossas resenhas, do tempo da Gameleira e da pimenta no Babalú . Agrada bastante a companhia de vocês, seja nas festas, nos babas, nas gincanas, nas viagens, no céu... - Ôh! No céu não, viajei aqui.
Pode parecer infantil essa homenagem, mas vocês, meus nobres amados amigos de verdade, fazem parte - e são a parte principal - da melhor parte da minha vida -; vocês completam uma parte necessária, uma parte insubstituível, uma parte inexplicável de mim... São partes do meu mais valioso tesouro: minhas sinceras amizades. Pena que nem sempre estamos próximos, e sabe como é: a distância nunca é plena, mas mata a alma e envenena! Ou quase isso... Vocês são incríveis, e eu sempre sonhei ser igual a vocês. Como é impossível, sonho em estar sempre próximo dos dois!
é impossível não sorrir - nem não se emocionar -, quando me lembro de vocês!
domingo, 12 de julho de 2009
Segredo
Quanto custa um segredo?
Por quanto tempo segredo ele pode ser?
Qual a recompensa de sua guarda?
Como garantir que vale a pena prevalecer?
A vergonha, ignomínia ou humilhação se revelado
Prende ao peito, ou meio da garganta, um misterioso peso
Pode, quem sabe, ser mais valioso o inconfidenciável
Se um dia, talvez, puder deixar de ser segredo?
O secreto tem o seu tempo de hospedagem
E todo tempo tem os seus segredos
Mas, não haveria no homem coragem
Se eternamente segredasse seus medos
Um mistério persiste na sua atuação impecável
Não sabendo eu talvez
Que por trás de sua timidez
Há um segredo inconfessável
No que vejo nas linhas do mundo,
Em tudo que procuro ler
Dessa vida-arte-absurdo
Faltar segredo, é o mesmo que ter!
sábado, 4 de julho de 2009
Salva-dor

Não, que eu não goste de minha cidade, do meu interior, interior que sempre muda, que dinamicamente se transforma, normalmente, porém não deixa de meu ser, não some seus estigmas, não desaparecem suas figuras fortes, pilares de uma personalidade em formação. E, assim sendo, é sempre difícil enfrentar tais padrões em pleno clima de reforma. É, estou em clima de reforma, procurando dentre os destroços algo para aproveitar, olhando para os exemplos tentando me inspirar, disposto a errar e colher acertos dos erros que virão.
E aqui em Salvador errar é mais fácil, não tenho, ainda, a pressão de sempre acertar. Talvez, isto seja o que de mais valioso aprendi, nesses últimos tempos: a vida não é um contínuo de acertos, mas sim a dinâmica do acertar e errar, tendo ambos o mesmo peso se soubermos aprender com os erros e acertos. Na vida, errar não é um ato nulo, diferente do que nossos professores, involuntariamente talvez, nos ensinam em suas avaliações. Aqui, nesses ares, o erro é aceitável. Lá, no colo de meu afeto, no trono de minha imagem mais idealizada, um erro causa muita dor, não só em mim.
Aqui no litoral a umidade faz fluir os sentimentos, olhando para o ar percebo suas diferenças, posso distingui-los, me ajuda a entendê-los. Eu adoro esse lugar, meu peito infla, minha áurea se torna mais livre. Um perigo, um delicioso perigo!
Gosto de me sentir assim, gosto tanto que conto para vocês aqui...
sábado, 13 de junho de 2009
Em um feriado...
Feriado do dia 11 de junho, dia de finados, seguido do dia dos namorados, 12 de junho, e dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, dia 13 desse mesmo mês. Essas datas cumuladas formaram um fim de semana especial. Especial em reflexões. O feriado abriu um leque de possibilidades para atuação, pois sobrou tempo, porém a forma de atuação depende da circunstancia pessoal de cada um. Alguns aproveitaram para passar horas refletindo no que dar de presente para a pessoa querida na data especial, pois, devido ao corre-corre do dia-dia, sobrou apenas a véspera, quando não o próprio dia, para pensar numa lembrança. Outros organizaram as contas, alguns as desorganizaram ainda mais, com gastos superficiais; houve quem colocou o estudo em dia, e também aqueles que jogaram os livros pra cima, e preferiram iniciar o fim de semana numa mesa de bar, ou até, em uma viajem rápida e, para muitos, romântica.O certo é que o fim de semana, particularmente, me fez pensar. O dia de finados me lembrou a multidão de vítimas mortais do nosso dinâmico sistema de vida. Vítimas de acidentes, como as do misterioso vôo 447; vítimas da guerra do tráfico, aliás, vítimas da ausência de nosso Estado; vítimas da violência somada a nossa falta de vontade em aprender; vítimas da impunidade; vítima da falta de justiça; vítimas da falta de amor. Enfim, no dia de finados, lembrei daqueles que se foram, quando poderiam, de alguma forma, estar aqui ainda.

E, para quebrar esse clima mórbido, e desolador, esse sentimento de impotência e de desconhecimento de nossa natureza humana, veio o dia dos namorados e, curiosamente, martelaram sobre minha cabeça pensamentos relacionados a esse misterioso gostar dos dias de hoje. Não podemos, nem de perto, considerar que pensamentos sangrentos e frios, como o das vítimas do dia de finado, guardem relação àqueles relacionado à confusão que se tornou a compreensão dos relacionamentos de hoje em dia. Podemos? Vejamos: namorar, ficar, flertar, queixar, choriçar, tudo hoje é mais sutil e engendrado que a antiga tríade da afetividade de outrora: namorar, noivar e casar. E, justamente, o dia doze de junho, comemora-se o dia do enamoramento, o dia dos namorados, e namorar tem todas as suas peculiaridades que distinguem do noivado e do casamento, como Artur da Távola brilhantemente um dia nos apontou. A fase do namoro era antigamente a fase mais apaixonante, mais livre e mais cheia de pequenas "loucuras" de amor. Porém, hoje a coisa muda um pouco, assumir um namoro hoje em dia é prestar um contrato de confiança que poucos têm a coragem de assinar. Mais uma vez, o pensamento que começara um pouco mais colorido se esvai, pensei novamente nas vítimas, aquelas que ficam excluídas desse imbricado e arriscado contrato de confiança dos dias de hoje, sem garantias, sobra insegurança. Sem garantia de onde estaremos amanhã; sem garantia de que podermos ir para onde for o nosso afeto, afinal essa é a definição mais simples da palavra companheiro; sem garantia de que podemos dar segurança a nosso amor, não há namoro. Mais uma vez me encontrei perplexo, perplexo por aqueles que não puderam presentear ou serem presenteados nesse dia 12, não por falta de condições financeiras, mas por não ter confiança o bastante para poder se permitir namorar!
No dia de Santo Antônio, vem toda aquela reflexão sobre o casamento hoje em dia. De sua desvirtuação; homens e mulheres querem cada vez menos se unir por um laço formalmente matrimonial, no entanto os homoafetivos lutam muitas vezes no silêncio, algumas outras em barulhentas paradas, pelo direito de casarem. A crise do casamento é uma crise de afeto. Quinze casamentos em 25 anos de vida. Acho que li uma notícia similar de alguma estrela da TV. Elas e eles, tentam... tentam... tentam, mas não conseguem. Não conseguem manter por todos os anos o sentimento incendiado das primeiras horas. Simplesmente porque se esquecem, ou não sabem que o amor não vem pronto, e, pelo contrário, ele deve ser construído. Mas, em vez de por mãos à obra, ficamos esperando que algum empresário empreenda o amor e o venda enlatado, garantido todas as informações necessárias quanto ao modo de uso, data de validade, e que traga no rótulo todas as instruções ao consumidor.
Meus iguais, é passada a hora de percebermos que alimentamos um mundo vazio, justamente porque nos propomos muito pouco a refletir que rumo queremos dar a ele. Para não termos mais problemas ligamos o piloto automático. Justamente por isso, o nosso mundo é essa realidade artificial e automática! Por este motivo, tantas vítimas. Quando, cada um de nós, assumir a responsabilidade pelo mundo que temos, desligarmos o piloto-automático, quem sabe assim teremos um mundo mais humano.

quarta-feira, 3 de junho de 2009
QUE MARAVILHOSO ABSURDO
E, agora fico aqui a imaginar... Meu Deus como pode isso acontecer, justamente naquele momento, com aquelas pessoas, como? A mídia não falou...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Do Vale à Graça
Dos meninos e meninas que sonham ao entrar nessa nossa faculdade, aos homens e mulheres que lutam para sair, uma distância considerável se encontra. Essa distância é gradativamente vencida por degraus, e esses formam uma verdadeira escadaria, com direção certa, porém sem consenso sobre o sentido.
O que de objetivo dá-se para tirar do avanço ou do retrogradar de quem tanto sonhava no primeiro dia de aula, e depois, pela ação do tempo e das experiências, tantas angustias vislumbram no dia de sua formatura? Em que sentido andara aqueles que, consciente ou inconsciente, deixaram de lado os sonhos de outrora? Será que eles subiram ou desceram as escadas do vale à graça?
Porque aquele que sonhava mudar o mundo cedeu a um mundo que o mudou?
Porque os sonhos coletivos se transformaram em objetivos individuais e individualistas? Porque entramos pós-modernos e saímos positivistas? Porque sonhar é inocência e competir é maturidade? Que é o mistério que formata as pessoas do curso de Direito? Porque todos seguem a mesma correnteza?
Não é fácil responder essas perguntas, mas o certo é que essa correnteza não pode prevalecer, porque ela é fraca! E, é fraca porque é uma correnteza que compete entre si.
Fugir desses questionamentos é se prender numa caixa azul, de pilares cilíndricos e paredes de vidro.
Refletir sobre esses questionamentos é procurar se conhecer, e então, adquirir capacidade para tomar as rédeas do seu próprio destino profissional.
Se conhecer é o primeiro passo para estabelecer um sentido para a caminhada do vale à graça. É o melhor jeito de não transformar o objetivo dessa caminhada numa desventura.
Se conhecer é ter a coragem suficiente para acreditar naqueles sonhos que impulsionaram a caminhada do Vale do Canela ao bairro da Graça, passando pela Faculdade de Direito. E então poder dizer, eu não quero fazer concurso, como todo mundo! Eu não quero vestir terno igual ao de todo mundo! Não quero ser corrupto, e quero ser imortal como todo mundo!
Ou não, e ter a mesma coragem pra dizer, eu quero ser assim, eu quero ser isso. Poder então gritar, eu quero ser feliz com minhas diferenças, e não quero somente uma semana de diversidade, eu quero exercitar infinitamente minha individualidade feita de sonhos, diferenças e liberdade.
Pequena cidade, dia da formatura da filha de um pai orgulhoso,
Mas não escrevi essa carta só pra dizer de mim. Dá vontade até de ri, quando lembro de tantas traquinagens que você aprontava quando menina, das vez que você errou por inesperiência até por não ter tido a oportunidade de saber como é que se fazia antes de ter errado. Mas fico feliz porque você aprendeu, você cresceu e vai ser doutora. Mais do que a alegria que você ta sentindo hoje, é a felicitação que se encontra aqui dentro de meu peito. Perdoe esse velho pai que não tem trato com as palavra. Que nunca foi homem de letras
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
O GRITO

Animalizado pelo extinto extremo, o homem gritou. Seu protesto falado, mais parecido um uivo, foi longo e estridente. Num momento as artérias, de sua garganta, ficaram mais caudalosas, e as veias mais protuberantes, seu rosto foi transmudando para um vermelho aguado. Talvez até mesmo seus vasos sanguíneos gritassem naquele momento.
Dor? Desabafo? Insanidade incontrolável? Não sei. Só sei que o homem gritou. E o grito, que durou alguns segundos, reverberou por mais tempo pelo ambiente, vibravam as paredes azuis e as plantas ornamentais. O grito não passara com o cessar dos estímulos fisiológicos. Aquela mistura de sons que saia de sua boca e nariz, todavia mais parecia avançar de cada célula de seu corpo, ecoou pelo silêncio instantâneo que o sopro quente deixou. Ecoava pra fora e pra dentro de si. Agora os olhos, que perderam o foco no instante de ira, começaram a reconhecer as imagens da paisagem ao seu redor, foi o primeiro sinal de que o grito havia passado. A sua face, paulatinamente, foi tomando sua coloração normal, as veias e artérias aquietaram-se debaixo de sua pele, a boca, já fechada, engole a seco um volume de saliva. A raiva passara e o homem sentou.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Coriza

Coriza
Escolher é uma arte tão fascinante
quanto a própria vida
Se esconder pode ser tão necessário
quanto sorrir
Ela surgiu como um devaneio
Se tornou uma obsessão em dias
Logo me vi envolto numa quimera
preso num sentimento que me enlouquecia
Não teve saída. O destino teve que ser duro
Um golpe profundamente sentido por mim.
Tudo obscuramente foi perdendo o sentido
e a certeza do fim foi me consumindo.
Mas um bicho teimoso como eu
tinha que se aventurar nesse enredo falido
Mais uma vez, outras vezes, mas...
...quantas mais?
As portas abertas por mim
A vida fechava atrás. Todo esforço atrapalhado
Era vencido... Tava errado.
E agora? O que faço?
Corro dos erros ou me jogo do penhasco?
Depois que descobrir que não há morte...
...aprendi a respeitar mais a dor.
Ah! Esse ser teimoso, acho que se cansou de errar.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Estou feliz
depois de um tempo, que
eu voltasse a ler este poema,
talvez acharia que não soubesse o que dizia
mas, sei que estou feliz,
e isso ninguém, nem mesmo eu,
pode negar um dia.
Não há nada mais doce,
mais gratificante, mais encorajador,
que o sentimento aflorado
após um sonho realizado.
E, eu realizei
É emocionante e recompensador
voltar a ter sonhos
Reacreditar no amor,
Fazer da vida uma obreira de boas ações
Buscar objetivos, confiar em mim!
Saber que há muito a se fazer.
Saber que é útil para alguma coisa.
Saber que eu sei o que eu quero,
E que, pode ser, que alguém também me queira.
Ter, aos poucos, consciência,
de quem sou, e tentar
viver conservando esse estado,
sempre alegre, sempre forte
Sempre lúcido!
Claro, que um frio na barriga,
desponta quando penso em tudo
que procuro conquistar.
Efeito de um pouco de medo, porque não,
de um pouco de insegurança,
ou receio de sentir o gosto da derrota.
O fim do bom ânimo.
Mas, não tenho mais o medo da dor
Sei que nunca, perpetuamente nunca, estarei só
E também, que a força para vencer,
estará comigo sempre.
Estou feliz, por que posso ser advertido,
e orientado
Por que, eu sei, da presença de Deus,
E que sem ela não posso viver
Posso até um dia,
achar que exagerei nessas linhas,
Ou, reconhecer que fui realmente feliz,
Ao menos, um dia, nesta minha via!
Sentimento dormente
O instante que marca o nada
Alma vazia, mente poluída
Polêmica, epidêmica, voraz...
Onde está o amor?
Foi-se a quilômetros de distância!
Não há nada a fazer
Pobre, minúsculo coração de criança
Amansa, nada substitui o ser
Anda, cansa deixa a distância vencer
Nada força tanto uma lágrima despontar
Desejo de vê-la, e não poder encontrá-la.
Não é por isso que aqui me encontro
Procurando ser mais humano
Drogando-me para ser menos normal
Perdendo-me numa experiência fatal
Agora, deixo o foco escapar
Algo, aqui dentro, ainda me agulha
Punge, não... a discussão é inevitável...
Ahh, o não... quantas vezes aceitei sem contestá-lo
Distante da realidade
A verdade é o meu mundo
Onde o que está limitado é infinito
E as decisões sem limites são tomadas
Acabei, e no fim
Tudo se foi...e a distância ainda está..
E quando com ela me encontrar não ficarei surpreso
se com mais uma surpresa me deparar.
O barco, o ideológico
A personalidade a tripulação
Milhões e milhões de homens limpam meu convés
Deslizamos pelo mar sem pés
Aos comandos de um mapa sem direção
Minha bússola é a lua minha
Porém embriagado pelo brilho de uma estrela
mudo o rumo de meu barco
Empenhada segue a minha embarcação
Correntes marítimas chocam-me
Com minha embarcação vendida
ando, nesses tempos, como um ser vendado
Com um pobre, e lúdico ser inocente.
O tempo passa e a tripulação diminui
O barco desgasta
o vento desanima
As rotas mudam...
Mas, sempre há um porto
um porta-aviões
ou inceberg...Algo que nos faz parar
Algo que faz subirmos
Alguém que nos obrigue a mergulhar!
Enquanto isso, o barco vai...
Desesperado por uma rota feliz...
Nós seguimos...
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Feliz Ano Novo
Eu aprendi muito no ano que passou. Aprendi que uma lição não se aprende completamente antes de ser colocada à prova; aprendi que certas coisas dependem de força de vontade para acontecer. E, aprendi a me dar por vencido, quando a angustia de derrotas seriadas, apontam para um momento de tranqüilidade. Aprendi que somente doar amor não basta para que esse amor seja infinito, é preciso doar de coração aberto, sem desejar, nem muito menos exigir, nada em troca. Aprendi que fazer mal a você não prejudica somente seus interesses; notei que o autoflagelo não sabe para onde está nos levando, "já o sacrifício na luta pelos nossos objetivos, é uma luz que clareia nosso caminho e nos faz entender a vida de uma forma mais lúcida". Eu aprendi ainda, nesse ano, que tudo tem o seu tempo, e às vezes o tempo chama por nós de uma forma apressada, mas necessária, e outras vezes ele nos alerta que estamos nos precipitando desnecessariamente. Aprendi que hoje vale mais olhar para trás, e repensar o futuro do que sair correndo por ai querendo abraçá-lo, sem nem saber, se ele realmente nos pertence.
Hoje sei, vale mais enfrentar os medos e se ferir do que se ferir com o medo das perdas. É uma nova época, para um homem novo, que agora nasce.
- E o seu aprendizado, já refletiu sobre ele? As promessas, a prática do aprendizado do ano anterior foi colocado em prática? - As minhas não.
Continuo errando, pelos mesmos erros de antigamente, porém hoje sou consciente desse meu erro cíclico, de reviver erros passados, e prometo me esforçar para mudar, começando mudando esse final.
Com essa introdução, que eu escreva a minha história nesse ano de 2009, com muitos "fatos, pensamentos e poesias"...
FELIZ 2009!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Discurso de Parkman

Discurso de Parkman
Se eu pudesse mandar em seu coração
Eu ordená-lo-ia a amar-se
E, se o seu coração me escutasse
Proibir-lhe-ia o desânimo
Se eu pudesse mandar em seu coração
Ordenaria ele a amar
E se o seu coração se alegrasse
Ocupar-lhe-ia esse lugar
Se o seu coração fosse a mim subordinado
Impor-lhe-ia a felicidade
Dar-lhe-ia carta de alforria
E elegeria a responsabilidade como valor máximo
Se, ainda assim, insistir a mim o comando do seu coração
Ordenar-lhe-ei que se insurja
Por que não tem necessidade comandar
Alguém que se ama e já sabe amar.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O sabor do conhecimento é insaciável. Acompanhado de um sentimento preenchedor que não se esgota para aqueles que olham as coisas sem preconceitos, sem medo de compreendê-las e respeitando seu caráter sagrado. É de espantar, estupefacto, a engenharia detalhista que sustenta os conhecimentos culturais e as sabedorias populares. Tamanha é a liga de simplicidade e efetividade, que é inafastável o sentimento de preenchimento proporcionado pelo contato com esses saberes. A sabedoria cultural e popular é fonte de um conhecer infinito, por ser construída de uma forma histórica, com o passado influenciando no presente e o futuro influenciado pelo passado.
Quando contrasto com o rigor técnico e a perfeição de resultados do modelo de ciência que dominou a modernidade, sinto o mesmo espanto, porém com uma pitada de medo, traduzida pelo frio na barriga que o compromisso e a responsabilidade que esse tipo de conhecimento traz. Por ser abrangente e interligador anseia por conhecer todas as coisas; mas sempre há coisas à conhecer.
Pois bem, não importa como apreendemos, é preciso saber/viver. O saber é acima de tudo viver.
No fundo, o que realmente vale saber é que temos que usar nossa cognição para chegarmos a verdade. A inteligência proporciona a vida e a única afirmação que importa, de verdade, é que ainda temos oportunidade de viver/saber.
quinta-feira, 31 de julho de 2008

O quanto há de verdade
No mundo em que nada podemos ver
A não ser
Poucos nobres objetos
Refletidos captados
Por nós... Por nossos olhos
O que não há, ao certo
Nas verdades que contam
Que ouviram dos que já ouviram contar
O que ao certo não vale
nas verdades que tentamos esboçar?
O que de real
Existe na procura ilusória?
O que de tão boçal
Encontramos na ilusão da glória?
De estar um passo à frente
Dessa multidão que late
Que vibra que é feliz!
O que há de superior
Num mergulho sem fim?
Em um buscar interminável...
Na solidão de uma procura anormal
De um dia sem sol
De uma certeza tão grande
Quanto à melhor das verdades
domingo, 22 de junho de 2008
Porque todo sentimento é produto de uma inter-relação, logo a sua medida nem sempre coincide com a medida do próximo. Há a fase da idealização do outro, nessa fase nós profetizamos aquilo que não conhecemos. Completamos a personalidade do ser com aquilo que nós gostaríamos de ser, ou de ter. Essa é a fase mas perigosa, mas também há mais intensa de um relacionamento.
O tempo passa, e muitas ilusões ficam para trás. Toda ilusão desaparecerá um dia. Com material mais verossímil começa-se a ter uma visão diferente do outro, não é mais o herói, agora o outro é mais próximo de nós. Nesse ponto firma-se, ou não, u
m sentimento. Nesse instante é o momento para delinear com mais precisão o que sentimos, é a hora de nomear o sentimento: saber se é amor, se é amizade, se é atípico. Aqui é o momento da escolha. Todo sentimento é uma escolha, para seguir em frente, nesse momento, é inevitável a manifestação da vontade clara e livre de vícios.Da certeza da escolha inicia-se a construção, nessa fase o sentimento dos dois começam a se tornar um só sentimento. É hora de maximizar a confiança, de enfrentar com bravura as provações, porque elas virão! Somente a partir da certeza de um sentimento, somado com as provações necessárias para o seu enraizamento é que se poderá então viver plenamente um senti-mento. Aqui não existe o jogar-se "de cabeça", nesse estágio navegamos com tranquilidade, por saber das curvas desse mar, de seus desvarios, de suas manhas.
Portanto, todo sentimento é construção, e toda construção pede cautela.
terça-feira, 10 de junho de 2008
O CONHECER
A busca pelo conhecimento é um intrigante caminho, e considero, como sendo, um dos mais importantes que o homem deve trilhar. É intrigante na suas múltiplas aparições e importante no efeito causado. Viver é sempre um aprender em última análise.
Conhecer é um estado de busca constante. Buscamos as mais variadas coisas, sobre os mais variados motivos. Na acepção substancial do conhecimento o importante mesmo é buscar. Essa busca deve encerrar em si uma inquietação inicial do ser, que geralmente nos leva ao buscar. Logo, para aprendermos necessitamos da força inicial que nos faz buscar, que chamo de: problematização do viver. É a dúvida que desnormalisa uma dada situação. Se estivermos sempre tranqüilos e estáveis diante de determinada situação da vida não pode surgir daí um conhecer. A tradição, ou a técnica, também é conhecer, pois a sua existência pressupõe um problema inicial que fora sanado com o conhecimento, porém não será conhecimento se no processo de transmissão dessa técnica ou repetição cultural/tradicional não encerrar em si o entendimento da problematização que levou a busca de determinado objeto, idéia ou estado. Conhecer é buscar e aquietar essa busca, repetir não é conhecer, ma sim mimetisar respostas para situações semelhantes.
O aprender causa uma quietação do ser, sendo assim, é uma forma de equilíbrio, uma forma de pacificação e uma forma de libertação. Em nossa sociedade atual, o equilíbrio, a paz e a liberdade são valores tão raros, que, hoje em dia, o conhecer é extremamente necessário. O salto quantitativo das formas de vida do ser humano, associado a um recente salto qualitativo no domínio da natureza e de seu mundo interior, fez com que a busca ao aprendizado se tornasse urgente.
Conhecer e viver estão intimamente ligados, pois ambos são um percorrer de um caminho, um deslocamento de um ponto para outro. O homem que nasce, permanece e morre, sendo que, não desenvolve, uma sequer, aspiração cognitiva, que lhe faltava anteriormente, não vive, mas somente existe.
Busquemos o aprender, façamos do viver um estado positivo capaz de proporcionarmos a liberdade o equilíbrio e a paz.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Claro que não!

Mas, de novo não é hora pra lamentar, é sempre o dia do recomeço e nem um segundo é tão valioso quanto esse que acaba de passar!
Já vi mundos maiores decaindo e deles muitos melhores nascidos. Mira pra frente e pro alto, e mesmo mentindo, dizer que valeu a pena essa viagem!
